2.5.08

AOS ESTUDANTES

Quando tudo é silêncio e deserto
É hora de a voz saltar
Do braço em impulso retomar o desenho
Do corpo em grafismo repovoar as cidades...
A timidez é o menor dos sentimentos a serem vencidos
O tom do som deve ser baixo
Nunca ruído...
Em altura suficiente a se fazer chegar aos ouvidos
Palavras ditas são verbos de mudança
Exaltar a voz
É grito último para quem perdeu a razão
Contundência nas atitudes...
E podemos edificar o que quisermos
Inclusive a nós mesmos
Não há guerra aqui, já existem suficientemente pelo mundo...
Não há soldados, mas arquitetos e urbanistas...
Temos que construir na destruição
E destruir as estruturas da injustiça humana
O território está aí
Repleto de vidas que não tivemos fôlego de ter por perto
E nos falta ar com tal responsabilidade...
Nossos pensamentos estão cheios...
É hora de repousá-los aqui, juntos
Na sala de nossa casa chamada CEMUNI III.

+paradoxalmenteeu 027

2 comentários:

::gabriela::gaia:: disse...

nem preciso dizer o q achei... fantástico!
bjo

Natali disse...

A política cotidiana, os pequenos gestos revolucionários, a vida que acontece agora, não em assembléias...

Eu já sabia da sua sensibilidade, agora vou conhecer mais de perto... Que bom descobrir teu blog!